Das maneiras de lidar com um aborto espontâneo

A ultrassonografia foi as nove e meia da manhã. O consultório era perto, voltamos pra casa perto das dez. E comecei a beber assim que pisei em casa. Tomei três taças grandes de vinho – do porto. E bebi mais no almoço. Fui ao hospital marcar a aspiração intra-uterina levemente embriagada. Acho que sóbria não aguentaria as duas horas de espera na recepção da maternidade e o desfile de grávidas orgulhosas. Nem bebendo foi fácil.

No fim de semana passado, além de muito álcool, comi um filézão de atum quase cru. E ontem foi o dia de comer um camembert sensacional de leite cru também. Talvez inclua ostras ou carpaccio nas próximas refeições. Já falei que eu tenho bebido um tanto? Não se preocupem, não é alcoolismo, é só saudade. Saudade do álcool que era proibido, saudade da gravidez que foi embora. Um dia passa. Espero.

Recomendo a quem tiver a infelicidade de passar por isso. Faça qualquer coisa prazeirosa que você não podia fazer porque estava grávida: de encher a cara a descolorir o cabelo. Não passa a dor, mas ajuda a lembrar que tem umas coisas beeeeem legais na vida das quais você não precisa mais se privar.
Ah, sim. Fora que, né? Subitamente, estamos ricos. 😉

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